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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Arte e cultura, Jogar conversa fora com os amigos MSN - jujubafranco@hotmail.com |
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Engenheira da minha paz e da minha alegria...
Minha alma grita de felicidade nesses últimos tempos pela decisão de me mudar pra Fortaleza.
Pra todos os que me perguntam se eu não tenho um medinho, eu olho e vejo o medo deles instalado da distância de não sei o quê, insegurança do novo, segurança em algo que já está obsoleto, passado.
É justamente isso que estava buscando, novos ares, novos tempos, tudo novo. Pra mim, o fato de já ser muito feliz aqui em São Paulo não justifica a inércia da vida. Bem comum, hoje em dia, essa acomodação me dói e finjo ter paciência. Finjo tão bem que, vivo linda com a corda no pescoço, sufocada pelo tempo que parece que estou perdendo, sem perder o sorriso, o bom humor, o rebolado, a “boa”. Melancolia às vezes bate, é normal, eu sei.
E construo meu futuro no invisível, sem ao menos ver onde coloco cada tijolinho desta construção. Não, ela não é no escuro, ela acontece na mais pura luz, que de tão clara, não me deixa ver onde quero chegar. Simplesmente, quero.
Me basta o fato de acordar todos os dias, tomar banho, trabalhar, “todo dia ela faz tudo sempre igual”... Desde que eu regue, no meu imaginário, a floresta a crescer. Quero ver essa floresta do alto, mas hoje, é de baixo que observo, planto e colho.
Ainda não sei subir em árvores. Preciso aprender. Minha mãe sobe desde pequena, por isso minha admiração por ela? Sim, acho que sim... Isso prova que cada um tem seu tempo e eu respeito isso. Ela não se cansa de repetir o quanto sou corajosa. Tanto assim? Nem sei, é muito natural e a felicidade que disse no início, que já é muita, pode ser maior e mais densa, como a floresta que construo.
Visualizo mais felicidade, mais amigos, mais, mais, mais... Pode? Pra mim, a felicidade é ilimitada, como a vida... Fácil dizer isso depois das tempestades vividas. Não preciso dizer o quanto lutei pra estar aqui, de malas prontas pro mundo novo... Tá marcado na minha pele e na memória de quem compartilhou comigo minhas dificuldades...
E que voltas são essas que o mundo dá? Minha vontade de viver é maior que tudo e por isso caminho pra essa dose tripla de felicidade. Não me considero sofredora, simplesmente sigo com um sorriso no rosto e uma confiança no olhar que vem do meu maior bem, da minha fé.
É dela que estou falando este texto todo. É ela que me faz seguir otimista demais na rotina, no cotidiano do mundo, nos problemas que surgem e nas tristezas que me descem goela abaixo.
E em meio à esse sufoco, sigo em frente, conquistando, produzindo e evoluindo, porque quem fica parado, é poste!
Emoções(Betus Carlo)Quando eu estou aqui eu vivo esse momento lindoOlhando pra você e as mesmas emoções sentindoSão tantas já vividas São momentos que eu não me esqueciDetalhes de uma vidaHistórias que eu contei aquiAmigos eu ganhei saudades eu senti partindoE às vezes eu deixei você me ver chorar sorrindoSei tudo que o amor É capaz de me darEu sei já sofriMas não deixo de amarSe chorei ou se sorriO importante é que emoções eu viviSão tantas já vividas São momentos que eu não me esqueciDetalhes de uma vidaHistórias que eu contei aquiMas eu estou aqui vivendo esse momento lindoDe frente pra você e as emoções se repetindoEm paz com a vida E o que ela me trazNa fé que me fazOtimista demaisSe chorei ou se sorriO importante é que emoções eu vivi Let´s talk about Sex
Alguns pensam em excitação de cara, loucuras e kama sutras surreais. Nada disso. Falo aqui de sexo em paz.
Existe algum pecado abaixo da linha da cintura? Nenhum. Acima também não... O fato é que pra mulher é muito, acredite se quiser, mas muito mais cauteloso falar sobre sexo propriamente disto. Na hora da transa, eu deixo rolar, faço bem feito o que acho que mando bem. Evidente que com cada um faço de acordo com a liberdade sentida, carinhos e atenções que dependem de troca. Tem também o que não mando tão bem assim, daí me coloco na posição de aprender e coisas do tipo. Sempre é tempo, minha cara amiga...
Tesão não vem só do sexo, acho que nisso muitos concordam. Vem de admiração, dedicação, atenção. Pra que isso aconteça naturalmente, basta querer. Estou um pouco entediada em ver como é comum o fato do homem levar tanto tempo pra sacar sua mulher. Será que temos tantos mistérios assim? Somos enigmas desde que o mundo é mundo? É difícil um homem sacar que eu quero um bom sexo oral?
Me pergunto até quando duram essas relações de cumplicidade, comuns no namoro. Percebo que cada vez mais as pessoas conversam menos sobre o bom e velho sexo, qualidade e quantidade numa relação. Fácil é olhar pra televisão e ver as peladonas siliconadas rebolativas e se esquecem que siliconadas podem ser as suas mulheres. Se ainda não as forem, que as aguardem. Mas aí pode ser tarde. Já vi esse filme rolar bem na minha frente. Não, eu ainda não pus silicone... Mas o farei em breve...
Gostaria de falar de corpo, alma e eu, de calcinha aqui redigindo, da falta que sinto da sinceridade masculina, de sua coragem, da sua honestidade com a pessoa com quem se faz amor. Falar de vontades e desejos já quase sem roupa, no calor da emoção, abraçados um ao outro entre pernas e beijos. Pode ser assim, baixinho, no pé do ouvido ou então rindo e olhando nos olhos, sem esconder nada. Encarar é saudável, desde que a intenção seja das melhores. E das piores.
Pra mim, sexo é fácil, natural, mais uma forma de se fazer carinho, como acordar no meio da noite e, agarrada ao meu homem, encher-lhe de beijos nas costas até pegar no sono novamente... É beijar do dedo mindinho até a ponta da orelha e se deliciar com o salgado do corpo suado de suor suado de estar junto, lado a lado.
Mania de peitão ou não, a questão é que conto com a honestidade de um homem, que ainda não encontrei e espero que possamos, no mínimo, trocar figurinhas sobre o assunto. Quero rir falando de sexo e das descobertas lindas e delicadas que fazemos trocando experiências. Não citem nomes, pode ser constrangedor.
Quando vejo uma boca bem desenhada, amo bocas, imagino essa boca percorrendo meu corpo e onde ela pode parar. E prefiro que não pare... Pra mim, não há nada mais sexy do que uma boca linda falando aqui, bem pertinho da minha boca, dizendo o quer que eu faça ou que não diga nada, só faça.
Se eu pudesse escolher um sobrenome ele seria Skywalker. Não necessariamente pelo filme, mas pelo significado nu e cru. Infelizmente não foi o Skywalker, foi Igarashi Franco mesmo. Mas, vejo a cada dia o quanto carrego dos meus sobrenomes e não tem escapatória. Foge do meu querer a responsabilidade que carrego de ser mais um do que o outro. Às vezes é o contrário: mais o outro do que o um. Fiz terapia e é um exercício constante de também descobrir coisas que não carrego de ninguém. Ainda mais se for uma cruz. Cruz, credo!
Aceito o que de bacana tenho da minha família e me peguei apartando uma discussão entre meu pai e minha mãe. Só consegui que os dois se entendessem e se olhassem com um olhar de compreensão quando eu gritei do lado de cá que eles se respeitassem, pois vinham de educações muito diferentes. Senti de cara uma paz de respeito do lado de lá da linha e vi o quanto tenho de cada um. Naquele momento me vi dos dois lados, recordando cenas que já vivi como “Tomiko” e como “Robertão”.
Confesso que tenho mais a ver com a Tomiko, mas no fundo, no fundo sou muito mais parecida com o Robertão. Taí, minhas diferenças são com a Tomiko, porém as indiferenças são com o Robertão. Com ele tenho muito mais lance emocional pra resolver do que com ela.
De fato, depois de ouvir os dois brigando do lado de lá do telefone, vi o quanto cresci e pela primeira vez, percebi o quanto já perdoei meu pai por mágoas da adolescência ou ausências durante o meu crescimento. Ao invés de defender o meu ponto de vista, que era também o da minha mãe, eu o agradeci pela forma diferente de como ele estava enxergando a situação. Antigamente, eu teria engolido e achado que ele não estava torcendo por mim... Que bobagem, como filho pode ser tão idiota... Tudo bem que existem pais estúpidos, mas não é o caso do meu...
Vi em cada opinião, os meus avós, de ambas as partes, influenciando diretamente em tudo. Tudo o que o Robertão dizia e como ele pensava igual aos seus pais. Vi na Tomiko a educação japa, ainda que às avessas, dos meus avós japas e um pouco, eu disse um pouco, da cultura oriental... Se bem que é tão pouco, que quase não se vê... Mentira! Tem sim um temperinho japa...
Tive um colega de trabalho acidentado e fui visitá-lo. Na saída, vi como sou japa, me preocupando com o restante da família do cara. Perguntei pra mulher dele como ela estava. Descobri que desde o acidente ninguém tinha feito isso, se preocupado com ela e com o filho. Ganhei de volta um abraço apertado do mais puro agradecimento. É assim, japa se preocupa com o todo, e isso eu aprendi direitinho...
O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência.
Se isto está certo, acabo de descobrir porque me lasco toda, sempre... Criatividade me sobra, minha imaginação tem período fértil sim, senhor, mas corro o risco dela vir a qualquer momento. Detalhe: sou libriana e oscilo tanto que posso me sentir uma fofa ao entrar na ducha pela manhã, uma condessa ao meio dia, uma plebéia no chá das 5 e uma dançarina profissional após as 21:00, sozinha em casa. Aiaiaiai...
Se isto está certo, eu amo demais por que sou imaginativa demais? Quando falo de criação não digo só quanto à arte em geral. Meu trabalho exige isso de mim, mas não me grilo se não sai nenhum modelão no dia. Daí, plágio neles! Sem traumas na veia artística.
Digo imaginativa, porque parto de uma situação ou sensação. Vou buscando recursos pra difundir isso pelo meu corpo e mente, até que me vejo transcorrendo por vertentes e possibilidades, caminho por florestas, sinto cheiros estranhíssimos, conheço pessoas agradáveis, reencontro antigos companheiros. Posso tudo! Nem mais, nem menos. Me sinto disponível pra sentir o que minha grande imaginação mandar, com minhas riquezas de fatos, vivências e sentidos.
Ah, tem também o além... Conhecido, às vezes, como espiritual... Isso é forte pra mim... Mas o fato é que acredito nesses recursos existentes dentro de mim. Claro, eu os sinto, são meus! Dentro das minhas crenças, eu dissemino pelo Universo tudo o que sinto ou desejo com esses recursos naturais de minha pessoa e em troca, recebo quase tudo na mesma ordem criada.
Você vai me perguntar: “... Então, por que você não pensa nos números da MegaSena?” me olhando com cara de trouxa desacreditada... E eu te digo: “Olha aí, você, no mínimo, não sabe amar... “
Se a frase do título está certa, eu também estou! Prefiro assim. Uso minha inteligência pra viver as coisas do mundo, como pagar contas e resolver problemas. Com minha imaginação, vivo meus desejos à velocidade do som, me concentrando e focando minha vida em minha existência. Assim também é com o amor, um dia ele vem. Não precisa vir à cavalo, pode ser de carro mesmo. Nem muito menos ser um príncipe. Quero um homem de carne e osso... Mais carne e menos osso, pra ser mais exata.
Para meu melhor amigo...
Já te pedi desculpas por tudo o que te fiz e, na época, você não aceitou.
Quis te dar as tais flores de que tanto falávamos, você também as recusou...
Ficou sem falar comigo e eu, com você...
Por quanto tempo? Não importa...
O tempo tratou de reconstruir o que foi destruído... Sim, isso é bem possível, e a prova disso somos nós dois...
Nós deixamos o tempo agir em nossas vidas e ele nos trouxe as novidades prometidas desde as nossas existências...
E fomos cumprindo com o papel de “sempre ser...” Qualquer coisa valia... E ainda deve valer...
Quando eu me esqueço de algumas lições, é pra você que eu ligo logo, correndo, pra me lembrar rapidamente dos meus esquecidos esquecimentos... E me vem você, com seus suaves puxões de orelha e apelidos carinhosos que só você sabe inventar num ineditismo incrível de se ver...
Fácil seria a vida sem você? Qual graça teria sem nossas terríveis histórias pra contar? Hoje me lembrei daquela vez em que fomos flagrados semi-nus por policiais no Klabin... Há quanto tempo não rimos desta? Algum...
E logo hoje que preciso tanto conversar com alguém... Claro que você está pronto pra me socorrer, sempre a postos, pro que der e vier...
Você me carrega no colo com seu olhar e com sua sinceridade me envolve, num silêncio sem julgamento...
Como te agradecer? Por quantas vezes? Será nessa vida, ainda possível, se todos os dias eu assim fizesse?
Nos entendemos no silêncio da dor, do amor, da alegria, da dúvida, da melancolia...
Só pra dizer que te amarei pra sempre, sempre.
Pico cartão, cabeceio e marco gol... E deixa de marcar pra ver o que te acontece...
Por que eu tenho a necessidade de surtar de vez em quando? Eu só queria ficar de frente pro mar, sem pensa em nada, nada, nada, nada... Por tempo indeterminado... Sei que este tempo não passaria de uma semana, mas nem isso eu tenho, então fodeu! Tenho que me virar com o que tenho e quem não tem cão... Caça homem mesmo!
Fase soltinha na pista e nem sempre fazendo as escolhas certas, deixo a cabeça viajar... Vai pra Tailândia e volta. Ou então vai pro Embu das Artes e volta também... Só ou acompanhada, eu queria mesmo é ir pra Paúba... O nome disso é cansaço. Como sou moça dedicada, me desgasto e conseqüentemente... Me ferro!
Voltando ao fato de surtar, me dá uma vontade de pegar a bolsa no meio do dia e dar o fora. Na boa, do nada. Evaziar a cabeça e, se der vontade, voltar uns dois dias depois... Meu pai ia me matar só de saber que isso passa pela minha linda e saudável mente... Olha aí a voz da culpa e do julgamento falando comigo...
Acho que estou chegando perto do ideal... Trabalhar na praia! Dizem que quem trabalha na praia tem a tão almejada “qualidade de vida”, malha, é sarado e não morre de infarto... Será que é tudo isso mesmo? Não sei, só conheço o Tales, que mora em Santos e vive aqui, na cidade grande, por um motivo magnífico, é bem verdade, que atende pelo nome de Mariana.
Sabe que todo mundo que faz moda sonha em um dia trabalhar na Mormaii, Garopaba, Santa Catarina. Eita terra boa... Preciso dizer por quê? Ok, preciso... Porque o Sr. Mormaii permite que seus fuckcionários dêem refrescantes mergulhos durante o expediente e picar cartão nem pensar! Por que a qualidade da produção é diretamente proporcional à felicidade de cada fuckcionário, neste caso, funcionário mesmo.
Eu sou uma fuckcionária razoavelmente feliz. Sim, por que não? Qual é? Não acredita em mim? Então não me conhece... Não quero isso pra sempre, não! Daí você até poderia me dar uma bronca...
Fiquei mal porque acabo de vender minhas férias... Puta que pariu! Logo, seguro a onda pra investir nos meus sonhos, no futuro bem próximo. Ele, o futuro, tem tudo pra explodir de tanto sucesso, só depende de mim. E nessa de dependência, eu me dano toda, sozinha, mas feliz... Por isso às vezes eu me ausento, assim, por algum tempo... Sou meio confusa e não muuuuito organizada, mas eu consigo dirigir e passar rímel ao mesmo tempo, na 23 de maio, ainda por cima... Então, peraí... Consigo ser funcionária e empresária ao mesmo tempo? Vou tentar...
Cheiro novo faz bem pra alma....
Isso mesmo, pra mim, perfumes e aromas são fundamentais na reconstrução dos fatos marcantes da minha vida. Por mais batida que seja, vale a frase: “cheiro é tuuuudo!” Perfume novo, boa escolha, bom gosto, brindando esta nova fase, de mais mudanças e novos aprendizados. Nova fase porque tenho decidido, efetivamente, muito mais sobre a minha vida e as ações que nela acontecem.
Calma, também não tenho a pretensão de dominar tudo o que acontece na minha vida. Existem situações que fogem do nosso controle e dá-lhe rebolado...
A decisão de eliminar alguns problemas, sentimentos, ações e pessoas que não combinam com esta nova fase faz deste momento decisivo! Fase de rever conceitos, reavaliar situações e renovar relações que se perderam no tempo... Isso me deixa com a cabeça fervendo, o coração dispara que às vezes assusta, mais por causa o sopro, que é um soprão, segundo o médico...
Nesta nova fase, virei pintora, escritora, marceneira, só deixo mesmo a parte elétrica pros homens, pois isso não me atrai. E como é bom esse sentimento de mudanças, comprar lustres, spots, planejar a troca do piso, escolher a cor da parede e no mais... Tirando o cansaço que sinto, o resto é o máximo! Cheiro de mudança, de coisa nova... Cheiros e cheiros...
Certo! Amanhã é segundona, começo academia nova, volta da dietinha básica e vou guardar na lembrança e na minha memória olfativa o jantar de sábado no Roger, o lindo, a delicadeza do Serginho, o chef, o gostoso do Chris, o prazer de ter conhecido Cida e Pelé... Tudo isso misturado ao perfume novo... Back to life, back to reality...
Souffle Life for Me!
Segue a trilha de abertura da nova fase Jujuba
Chora Tua Triteza
(não sei se é Tom, ou Vinícius... ainda pode ser do Toquinho com algum dos dois... Mas é linda!)
Chora, que a tristeza
Foge do teu olhar
Brincando de esquecer
Saudade vai passar
E amor já vai chegar
Então,
Canta, que a beleza
Volta pra te encantar
Num sonho tão pequeno
Que o dia escondeu
Guardando pra te dar
Como é bonito gostar e querer ficar
Com alguém pra quem possa dizer
Olha, quantas estrelas
Nascem pra te encontrar
Depois do céu azul
A noite vai chegar
E eu pra te amar
Dá-lhe Bossa...
A Difícil Arte de Ser Mulher
Estou aqui escrevendo, recém-chegada do salão de beleza, num malabarismo incrível pra não borrar as unhas... Não, eu não pude me controlar e impulsionada em escrever, vou contar alguns segredos...
Todos sabem que mulher repara primeiro na mulher, depois no homem que está ao lado dela. No salão de beleza não é diferente, com uma ressalva: nenhuma mulher leva os respectivos ao salão... Mas, então, entra em ação a primeira observação, os olhares sobre à concorrência são lançados e analisados.
É claro que me incluo neste “bolo” de mulheres, mas meu olhar consegue sobrevoar as cabeças e daí começo uma brincadeira comigo mesma. Vamos até quando cada uma continua com seu personagem? Começo a pirar tentando imaginar os estereótipos que estão meu lado, ouvir as opiniões emitidas sobre os homens, a vida, conversês de bairro e claro, os amores... Interajo com as que se mostram afins de uma boa conversa e logo descubro pessoas bem divertidas, legítimos mulherões que falam de seus medos e fraquezas, agora já sem o “make-up” da resistência e da vaidade. Isto tudo misturado ao cheiro de pastel que, a “eleita-reponsável-pelo-almoço-de-todos” trouxe da feira, logo ali...
Em meio à tudo isso, falávamos de sentimentos de culpa... Sempre a culpa...
Descubro o quanto é comum a educação que tive e que hoje só eu sofro as consequências do sentimento de culpa que me ensinaram a sentir. Mais do que isso, me ensinaram que este sentimento seria corriqueiro em minha vida e que deveria me acostumar com ele... Fui criada pra ser uma bonequinha que anda, fala e faz xixi... Que gracinha, não é mesmo? Por que não posso errar? Tenho que ser sempre perfeita? Tenho que me “encaixar” às pessoas sempre? Eu não sei se posso me “encaixar” e nem com quem... Eu não sei... “Definitivamente, eu não sei...” Esta última frase de efeito foi criação minha nesta semana de acertos e alegremente compartilhada com a Mari, na Chapa, quarta feira...
Quando conheço alguém, eu não sei se vai combinar, entendeu? Ou não entendeu? Não deveria carregar este peso, mas carrego pela educação que tive. Parece que ouço “a voz” lá no fundo me dizendo: “Minha filha, você tem que combinar!” É praticamente uma regra pra se viver! Já sei que isto eu tenho que mudar, mas não o consigo de uma semana pra outra. É muito chato quando se é cobrada por ser de um jeito, se assim eu não sou... Percebi que tento entender isso logo de cara nas pessoas que conheço, mas nem sempre a recíproca acontece. O nome disso é respeito pelo desconhecido, e olha que eu aprendi a fazer isso na unha, literalmente. Trabalho com pessoas que mal falam a minha língua, vivem de maneira completamente diferente da minha, no entanto, respeito e sou respeitada. É a base de um bom começo...
É fácil! Só que leva tempo, muita boa vontade e uma dose extra de paciência. É isso que eu acho que as pessoas se esqueceram, de aprender umas com as outras. Amizade, companheirismo, amor são conquistados, não é como um macarrão instantâneo, só jogar água fervendo, mexer e está pronto! Tempo, sempre o tempo...
Hoje tenho e mantenho relações lindas com pessoas que aprendi a conhecer. Passados tropeços, arranhões e muitos perdões, o resultado é maravilhoso! Pronto, já estou bem melhor... Procuro fazer o meu melhor sempre, mas nem sempre é assim e tenho que entender este movimento que, assim como a lua, tem suas fases, responsáveis por lances gigantescos como as marés...
Tenho que sair e tomar umas cervejas com a Mme. Lua... Terapia com a Mme. Lua!
Andei maltratando a vida com uns maldizeres bem malcriados...
Chega de lamentos, murmúrios, pensamentos começados e deixados de lado, tanta coisa passou pela minha cabeça nesses dias que... Ai... Me cansei de alimentar meus bichos e outros monstros que quero deserdar! Daí, um belo dia de segunda-feira, o céu se abre e decido, então, acordar pro que realmente é meu: EU! Orra meu! Que pancadão, que nada!
Daí se um desconhecido me oferecer flores (eu não estaria usando Impulse, até porque este desodorante não existe mais), e eu ali, sentada, ouvindo-o me perguntar “How was your day?” Tudo o que eu queria...
Tem uma música tão doce quanto piegas, das antigas, que diz “ah, coração, se apronta pra recomeçar...” E é isso, sou uma incansável amante da vida, de homens, de mulheres, de flores, de música, do sol de primavera, do vento do outono, de crianças, da minha família à la “Almodóvar”, da viola, de meus amigos distantes, dos mais chegados, dos novos, dos antigos, das ondas do mar batendo nas canelas, do barulhinho da chuva e de tantas outras coisas que fazem minha vida valer a pena.
Tem mais coisas que valem a pena...
Ah,o Nando! Quero aqui me desculpar com você, Nando, meu amigo, por não estar em condições físicas de te acompanhar num belo passeio ao sol de sábado... Teria valido a pena te ver... Sinto muitíssimo, pois sempre que faço isso, eu faço sozinha... É que não tenho encontrado muitos adeptos deste tipo de diversão pacata e silenciosa, que pode ser bem barulhenta se me fizerem rir!
Vamos, me perdoe e fica aqui mais uma promessa: um jantar e um bom banho de sol ao som dos nossos passos, decididos à não encontrar nada, dizer tão pouco, tão somente estar lado a lado, meu querido Nando, que mudou seu nome em função de uma desconhecida numerologia feita por ex-namoradas... Não, não te procurarei quando estiver com problemas... Lembra do seu pedido, que falássemos de abobrinhas? Então, descolei uma receita ótima com os tais legumes, excelente pro gosto de um vegetariano nato!
Tem mais coisas que valem a pena...
Ah, sim, ouvir a voz do fofíssimo David, ainda que ao telefone, se desculpando de uma situação que não sabíamos nem se ia acontecer. Cuidado: tenho mesmo uma porção Hilda Hilst, está preparado? Sorte ou azar, preciso de um dia inspirado pra “recebê-la” Ui, que medo... Hahahahahaha
Vem cá, tem coisa melhor que um dia após o outro? Existe uma coisa que se chama cicatrização! Ela acontece independente do nosso querer, por meio da não menos famosa mitose... E não é que ela acontece até mesmo com o que é invisível?
Pronto, voltei a ser a irritante Jujuba feliz!!! Sorria, meu bem, você está sendo filmado pela vida!!!

Posso aprender a te amar sempre que você quiser...
Caso contrário, fica complicado...
Acho que meu coração não aceitaria isso de minha parte
E se alguém me encontrar e disser tudo o que de mais lindo houver?
Seria lamentável te ver partindo, sem ao menos uma tentativa sequer
Com a paciência fui brindada e te espero como espero a morte
Não considero fúnebre, tão somente, é certo que vem...
Da solidão descobri minha melhor companheira e hoje enxergo o tudo no nada
E íntegra te aguardo com a minha melhor parte... Com a pior dela também...
Pela alma já te afago e me preparo pra tudo o que é seu. Calada.
Bolo de Nozes com cobertura sabor chocolate
Quando penso em alguém pra viver ao meu lado, penso em alguém com afinidades, gostos parecidos, algumas vontades em comum e coisas do tipo. É bacana ter afinidades e todos esses gostos, mas isso não é o ponto primordial. Tenho tido provas cabais de que ter afinidades é muito mais profundo. Agora vejo as tais “afinidades” com outros olhos.
Ele não precisa gostar das mesmas músicas que eu, precisa tão somente entender o meu sorriso e me abraçar com o coração. Eu sei, eu sei que tamanha sensibilidade é muito mais presente no universo feminino, porém, sigo acreditando encontrar uma legítima espécime humana masculina com tal poder. Ainda não o encontrei, quando acontecer eu conto, ok?
Eu amo um bom bolo de fubá cremoso, aquele com queijo ralado e que todos pensam que foi recheado, mas pode ser que eu goste da idéia de gostar TAMBÉM de um bom bolo de nozes com cobertura sabor chocolate. Isso é soma! As pessoas se acostumaram a conviver com as outras se anulando ou deixando de lado seus gostos particulares e vontades pra simplesmente substituí-las pelas vontades do outro, quando, no entanto, podemos viver tranqüilamente somando gostos, experiências, cds, amigos e afins...
Como meu coração é gigante e sempre me coloco no lugar do outro, me tornei uma pessoa muito compreensível, até demais. E agora isso está me cansando a beleza. Me cansei de tomar no cu e no meu cu no more. Minha vida não está aberta pra qualquer um muito menos fechada pra balanço. Como missão librianística, meu ideal é a busca do equilíbrio. Então, vou vivendo com um fôlego novo à cada dia, sentindo os pulmões dilatados de tanto respirar por viver...
Projeto calada teus beijos roubar
Prometo um dia de vez te buscar
Pela vida afora te fazer feliz
Louca com cara de santa
Só de calcinha fazendo careta
Pra te mostrar o porquê
O meu lugar no mundo é todo lugar
Ao lado do teu corpo nu, de você...
Corro, então, de braços abertos
Sinto o vento gelar o meio dos dedos
Pedalo o Universo em busca da felicidade
Sem sair do meu espaço
Onde eu me encontro flutuante
E no encontro do que é válido
Vivo como uma roseira
Que com um gesto banal
Liberta suas pétalas ao vento
Numa doação de amor ao sol
E tão longe vai o seu perfume
Tocando sua alma de luz e cor
Fazendo valer o já vivido

Ouço a Nara cantando Este Seu Olhar e sinto este “descompromisso” com a vida de quem sonhou, sonhou demais... Sem o medo de errar, sonhando com o que é bom, com o que é doce e com o que se gosta...
Não é fácil...
... Segurar o rebolado diante das “peças” da vida... “Elas são inevitáveis”, como diria uma entidade santa muito amiga minha... O que nos move, então, todos os dias a seguir em frente, sem segurança alguma? Muitas vezes, sem a Mãmã do lado pra pegar na mão ou dar um cutucão de alerta...
Me sinto jogada “no vento”, como a Jade em O Clone. Mas minha fé me traz de volta à realidade tão logo quanto já, além de otras cocitas mas... Imagino que sou um cofre, lindo, enorme, bem desenhado, talhado em ouro, estilo indiano, com detalhes em vermelho rubi e algumas boas pedras cravejadas. Penso em tudo o que gosto e faço bem, depois transformo essas minhas qualidades e dons em moedas gigantes de ouro. E vou depositando, num exercício de auto-estima delicioso que me faz rir naturalmente...
Aprendi no meu processo terapêutico a fazer esta análise constante comigo mesma, logo, me dei alta da terapia após longos, mas prazerosos 5 anos de luta armada...
E assim vou, dia após dia pensando nas minhas moedonas de ouro... Este exercício está presente na minha lista de “Coisas para saber, lembrar, pensar e ´descosturar` em 2005”. São propósitos do tipo: viver mais e melhor, o que iclui dietas, malhar e afins... Tem os propósitos engraçados, mas não menos importantes, como: se dirigir não beba, mas se beber, me chama... Incrível como me vêm as companheiras e companheiros de bar quando digo esta frase!
Já tenho um balanço deste primeiro semestre de 2005: Aprender +! Como aprendi neste começo de ano puxado em todos os sentidos... Algumas cabeçadas das quais ainda estou me recuperando, às vezes dói além do imaginado... Outras passaram que já nem me lembro mais... O mais importante: amor próprio em primeiro lugar sempre! Daí volto pro meu exercício das moedonas e pras minhas orações, que quando unidas às minhas ações e pensamentos positivos, trasformam-se num poder lindo, divino, materializando coisas, pessoas e situações!
Agradeço em paz por este auto-conhecimento, que me faz única com o meu Pai do Céu, lendo e relendo minha vida e projetando o futuro. O que será no futuro? Ai, ainda não sei, mas preparo pra hoje e hoje eu sou assim, às vezes de bem, às vezes de mal, outras vezes fico assim-assim...
E o processo de aprendizado segue em frente, onde vale tudo o que for sentido, como num trem pras estrelas!
Uma coisa que faço bem é tirar leite de pedra. E lá vou eu, porque nessa situação em que me encontro hoje, só me virando nos trinta! E olha que não estou falando de trabalho, estou falando de humores...
Ando numa velocidade constantemente acelerada, mas às vezes o óleo engrossa, o caldo entorna e daí, fico a pensar na vida... Estou falando de uma preguiça enorme que me assola nas noites deste começo de semana e penso de um tudo!
Coisas boas, outras desconsideráveis e outras tantas abomináveis, confesso...
Pó, já fiz terapia, me preencho duma porrada de coisa boa que sei que tenho dentro e fora de mim, minha família que é massa, as minhas músicas, a viola, os amigos... Que mal humor é este? Chatona, eu?!?! Hummm, talvez esteja sentindo saudades dos bons amigos, aqueles que você diz que “ama muito” quando está chegando no top do teor alcoólico... Precisava de um deles agorinha mesmo... Ai como seria bom... Carente, eu?!?!
E o que me faz não encontrá-los é um puro desleixo de ligar e ver. Simples como o quê! Ando muito “preguicenta”, mas e com uma pontinha dentro de mim dizendo pra eu não perder mais tempo... Só o fato de supor que ando perdendo tempo demais, me consome.
Por outro lado, curto minha preguicinha de pernas pro ar, assumo os riscos e vejo o barco correr. Sabe qual é o melhor de tudo isso?
É que essa “preguicice” misturada ao mal humor dura no máximo alguns dias, período conhecido desde a era paleozóica como período fértil, a ebulição dos hormônios! Sim, aquele que gera a vida...
Devia ser decretado somente “vida feliz” para todos, sem distinção, mas não é assim assim... Juntando que isso é uma ilusão, aos dias férteis + os dias da Sra.TPM confesso ser um perigo, uma ameaça! E ainda por cima japa! Meu deus! Kamikaze ou tsunami?
Sereníssima, mas nem tanto!
Sim, voltei. Não, eu não abandonei o blog. Apenas fiquei sem in-s-piração, logo, achei melhor não postar qualquer coisinha...
Descobri que a correria do trabalho me consome uma energia e tanto... Também entro na pilha, um misto de ansiedade com a pauleira, daí, lembro que sou mulher e no meio da jogada entram a menstruação, contas a pagar, as amigas de casa nova, os pegas, os caras, as vontades e os quereres... Que às vezes ficam nos “quereres” mesmo...
Penso e me policio pra respeitar o ritmo de cada um, pra evitar a cobrança até a última instância. A vida vai à velocidade imposta pelo(a) dono(a). Partindo do princípio de que a velocidade vai de zero à um milhão de quilômetros/ hora (pra mim é assim, se pra você é menos, fique com a sua, não acredite em mim) caminho para o alto, norteada pelas minhas crenças, histórias, espiritualidade e sensibilidade afloradas, músicas e cores, muitas delas, porque senão a coisa fica séria demais. Caso contrário, peço arrego!
Misturando tudo isso à minha metideza de escrever, saltito de felicidade e gargalho ao ler os comentários, uns pra deixar um beijo, que é bom... Outros como se fossem uma continuidade do que acabo de escrever e sentir... O melhor são as descobertas de pessoas lindas que nem conheço pessoalmente, mas que mandam ver no incentivo e são “fãs”, como eles mesmos se intitulam... Já até atendo à pedidos! Hahaha Fora os recados no celular e os e-mails pro jujubafranco@hotmail.com... Por timidez ou pura discrição me surpreendem com palavras fofas que, se eu pudesse voar, voaria e os cobriria de beijos, abraços e carinhos sem ter fim...
E aí, quando me falta o ar e a inspiração no dia-a-dia, busco no blog, nos textos (sim, eu leio e releio o que escrevo...) e nos comments todo o carinho ali impresso. Depois dizem que o lance é virtual... Virtual é o cacete! Quando o peito enche e me faz sentir “felicidade”, é pra lá de real, posso até tocá-la... Não sei se a parte fisica do que sinto vem do sopro no coração ou é a emoção de um coração “beat” acelerado mesmo...
What ever, que a vida continue do meu lado, na velocidade que eu aguento, com os amigos que fiz, dando boas-vindas aos que virão, com a saúde à pampa, respirando e me inspirando pros textinhos atrevidos, engraçados, às vezes carentes, outras vezes putos da vida, mas acima de tudo, acreditem: honestos e sinceros comigo mesma.
Não sei ser de outro jeito, agora de franjinha e com cara de menina!